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As referências históricas sobre S. Pedro da Cova remontam aos princípios da fundação de Portugal. Em 1138, o "Couto de S. Pedro da Cova" foi doado por D. Afonso Henriques a D. Pedro Rebaldis, sucessor de D. Hugo, Bispo do Porto. Em 1379, D. Afonso III confirmou a doação do Bispo do Porto do "Couto de S. Pedro da Cova", no julgado de Gondomar. Com a extinção dos coutos em 1820, a Freguesia de S. Pedro da Cova adquiriu a designação de Concelho, a qual acabou por ser extinta em 1836, passando então a pertencer definitivamente ao Concelho de Gondomar. Segundo o "Censo Demográfico de 1930", S. Pedro da Cova tinha 4.298 habitantes, correspondendo a cerca de 9% da população residente no Concelho de Gondomar. Actualmente, as estimativas apontam para a existência de cerca de 20.000 habitantes. Situada a escassos 10 Km da Cidade do Porto e a 4 Km da sede do Concelho (Cidade de Gondomar - S. Cosme), a Vila de S. Pedro da Cova tem uma área de 16,1 Km2, correspondente a 12% da área total do Concelho. De cariz profundamente agrícola, S. Pedro da Cova torna-se num centro industrial de grande importância após a descoberta, em 1802, do carvão antracite no seu subsolo. Inicia-se timidamente a sua exploração e, mais tarde, já nos anos trinta, intensifica-se a sua extracção em grande escala, tornando-se num centro catalizador de migração. Várias gerações de trabalhadores fizeram desta terra o seu ganha-pão, contribuindo assim para uma ascensão demográfica assinalável. Isolada que estava, apesar da proximidade do Porto, viu rasgarem-se novos horizontes e o nome de S. Pedro da Cova, começa então a ser conhecido em Portugal como "Terra Mineira". Como consequência surge a primeira ligação de transportes ao Porto, com a construção da linha do eléctrico, proporcionando um contacto mais regular com uma nova realidade, consubstanciada na grande cidade. Em 1970, a baixa dos preços do petróleo trouxe crise e as Minas fecharam. Paradoxalmente, as populações, que julgariam perdidas todas as esperanças de vida, integram-se perfeitamente num mundo novo laboral. Novas indústrias como a Ourivesaria, a Metalomecânica e o Mobiliário vão aparecendo, juntamente com o Comércio e Serviços. Do pequeno burgo de outrora S. Pedro da Cova transforma-se num imenso agregado populacional mas infelizmente esse aumento não se fez acompanhar da melhoria das condições de vida. Com o 25 de Abril de 1974 e graças ao Poder Democrático com ele instaurado a vida em S. Pedro da Cova começou a mudar. O desenvol-vimento económico e a consequentemente melhoria das condições e quali-dade de vida para as populações, torna-se numa realidade, tal como a velha aspiração de elevação a Vila, finalmente aprovada em 30 de Junho de 1989.
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